A Reforma Protestante

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A Reforma Protestante

Mensagem por Lewis K. em Dom 15 Ago 2010, 18:25

Durante a Idade Média, a Igreja Católica se tornou muito mais poderosa, tendo assim, interferência até mesmo nas decisões políticas, juntando altas somas em dinheiro e terras apoiada pelo sistema feudalista. Desta forma, ela se distanciava de seus ensinamentos e caía em contradição, chegando mesmo a vender indulgências, ou seja, a Igreja pregava que qualquer cristão poderia comprar o perdão por seus pecados, e até mesmo ser salvo do inferno.



Perante a isso o monge alemão Martinho Lutero, decidiu abraçar a idéia dos pré – reformadores John Wycliffe e John Hus, e começar uma nova Reforma, protestando atitudes do catolicismo. Lutero proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517, e começou a trabalhar nas 95 Teses que questionavam o cristianismo.



As 95 Teses condenavam a “Avareza e o Paganismo” na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que significavam verdadeiramente as indulgências. Essas Teses foram pregadas na porta do castelo de Wittenberg, onde Lutero era mestre e pregador, em 31 de 1517, as teses foram logo traduzidas para o alemão, sendo amplamente copiadas e divulgadas, em menos de um mês havia se espalhado por toda a Europa.



Em 1518, foi aberto um processo alegando que Lutero incorria a Heresia, logo após em agosto de 1518, o processo foi alterado para Heresia Notória. Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito “Exsurge Domini” e, em janeiro de 1521, a bula “Decet Romanum Pontificem” excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos Lutero foi acolhido por seu protetor, o príncipe Frederico da Saxônia no castelo de Wartburg, em Eisenash, onde permaneceu por cerca de um ano.



Durante seu exílio, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, onde viria a surgir o Novo Testamento em 1522. Enquanto isso diversos nobres alemães se aproveitaram da situação como uma oportunidade para tomar os inúmeros bens que a igreja possuía na região. Assim, três revoltas eclodiram: uma em 1522 quando os cavaleiros do império atacaram diversos principados eclesiásticos afim de ganhar terras e poder; outra em 1523, quando a nobreza católica reagiu; e, uma em 1524, quando os camponeses aproveitando-se da situação começaram a lutar pelo fim da servidão e pelas igualdades de condições. Mas esta última também foi rechaçada por uma união entre os católicos, protestantes, burgueses e padres que se sentiram ameaçados e exterminaram mais de 100 mil camponeses. O maior destaque da revolta camponesa na rebelião de 1524 foi Thomas Münzer, suas idéias dariam início ao movimento “anabatista”, uma nova igreja ainda mais radical que a luterana.



Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma. Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas, substituindo-os por religiosos com formação luterana.



Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio. Calvino, nunca foi ordenado sacerdote, e depois do seu afastamento da Igreja Católica, começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante, foi vítima da perseguição aos Huguenotes na França e fugiu para Genebra em 1533, onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino diante disso tornou-se uma figura central da História da cidade e da Suíça. Calvino criou as “Institutas da Religião Cristã”, que são uma importante referência para o sistema de Doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.





Já Ulrico Zuinglio foi o líder da Reforma Suíça e fundador das Igrejas Reformadas Suíças. Zuínglio não deixou Igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando as mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado.



Henrique VIII defendeu a Igreja Católica com o livro “Assertio Septem Sacramentorum” (Defesa dos sete sacramentos), que contrapunha as 95 Teses de Martinho Lutero, Henrique promoveu a Reforma Inglesa para satisfazer as suas necessidades políticas. Sendo este casado com Catarina de Aragão, qua não havia lhe dado filho homem, Henrique solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do casamento. Perante a recusa do Papado, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja Inglesa. O Ato de Supremacia, votado no parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da Igreja, nascendo assim o Anglicanismo. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes, muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o Bispo John Fischer e alguns sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuchos. Quando Henrique foi sucedido por seu filho Eduardo VI, em 1547, os protestantes viram-se em ascensão do governo. Uma reforma mais radical surgiu, deferenciando o anglicanismo ainda mais do Catolicismo.



Comparação entre o Catolicismo e o Protestantismo no século XVI.





Última edição por Karol Marinho em Sex 29 Out 2010, 18:39, editado 15 vez(es)
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Valew!

Mensagem por -Caio- em Sab 18 Set 2010, 16:41

mto bom esse site!
me ajudo bastante a entende esses assuntos...
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