A Contra Reforma Católica

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A Contra Reforma Católica

Mensagem por Lewis K. em Dom 15 Ago 2010, 18:27

Com a rápida expansão da Reforma Protestante, a Igreja Católica resolveu tomar providências para recuperar seus fiéis.



Entre 1545 e 1563 ocorreu o Concílio de Trento, onde Bispos e Papas e outras autoridades eclesiásticas se reuniram para tomar medidas que modernizassem e moralizassem a Igreja. Dentre essas medidas estavam:

• A criação do Index Libro rum Prohibitorum, uma lista de livros cuja leitura era proibida aos fiéis católicos;




A catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos Jesuítas;



A proibição da venda de indulgências;



A organização da disciplina do clero, onde os padres deveriam estudar e formar-se em seminários;



A Vulgata foi estabelecida como versão oficial da Bíblia Sagrada;



E a reativação do Tribunal do Santo Ofício.



O Tribunal do Santo Oficio era o responsável pela Inquisição, uma das modalidades da Contra Reforma Católica.



A Inquisição, outra instituição eclesiástica, teve como principal função combater o desvio dos fiéis católicos e a expansão de outras denominações religiosas.
Além de perseguir protestantes, a Santa Inquisição também combateu Judeus e Islâmicos, que eram considerados pecadores e infiéis. Entre outras formas, a Inquisição atuava com a abertura de processos de investigação que acatavam denúncias contra Heresias, ou seja, as idéias contrárias ao que pregavam o clero católico.
Os métodos Inquisitórios eram a tortura e a morte na fogueira eram os dois métodos mais utilizados pelo Santo Ofício ou Inquisição para castigar as pessoas hereges. A declaração permitia aos inquisidores prender os que não estavam de acordo com a doutrina da Igreja.
Os perseguidos eram dissidentes e Hereges eram perseguidos tanto pela Igreja Católica como pelos Luteranos e Calvinistas, em nome de seus respectivos dogmas de fé.
Houve também a criação da Companhia de Jesus, em 1534, por Inácio de Loyola.




Tinha por objetivo divulgar o evangelho. Os Jesuítas se organizavam em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneciam católicos. Criaram escolas, onde eram educados os filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica.
Através dos Jesuítas os ensinamentos católicos foram levados para a América e a África com o intuito de catequizar os índios a partir de meados do século XVI.
Com o surgimento do Protestantismo a política teve um grande impacto, pois o Estado estava diretamente ligado ao poder religioso. As famílias reais fizeram suas escolhas conforme seus objetivos políticos.
Na França, as disputas políticas passaram a se relacionar diretamente com a luta entre católicos e protestantes calvinistas, chamados de Huguenotes. Esses conflitos evidenciaram-se em agosto de 1572, durante a chamada Noite de são Bartolomeu.




Nessa ocasião, milhares de protestantes foram massacrados quando a católica Margarida de Valois, irmã do rei Carlos IX, casou-se com o protestante Henrique de Navarra. Com a presença de vários líderes protestantes em Paris para assistir ao casamento, a rainha Catarina de Médicis, mãe de Margarida, ordenou, no dia de São Bartolomeu, que os huguenotes fossem mortos, aproveitando-se da tensão popular gerada pelo casamento entre nobres de religiões opostas. Aquilo que seria uma tentativa de amenizar os conflitos entre católicos e protestantes se transformou no motivo da morte de dezenas de milhares de pessoas. Henrique de Navarra, que se tornou rei com o nome de Henrique IV, acabou se convertendo ao catolicismo.
Por fim, a divulgação do protestantismo propiciou o desenvolvimento de várias revoltas camponesas em diferentes regiões da Europa. Ocorreram protestos contra a condição social em que viviam, saques e assaltos a castelos.Surgiram lideranças que se opunham ao pensamento de Zuínglio, Calvino e Lutero, como é o caso dos Anabatistas, que defendiam a separação entre Igreja e Estado e não a subordinação da primeira ao segundo, tal que defendia Lutero. Thomas Muntzer, um dos líderes anabatistas, pregava contra os riscos e a exploração social.

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