Vídeo TV Cultura Platão

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Vídeo TV Cultura Platão

Mensagem por Lewis K. em Dom 26 Set 2010, 11:39




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Lewis K.

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Re: Vídeo TV Cultura Platão

Mensagem por Lewis K. em Sex 18 Fev 2011, 12:44

No século 400 a.C. na Grécia o jovem Arístocles era forte, atlético e praticante de ginástica olímpica, daí o apelido de Platão (428 – 347 a.C.), do grego largo, amplo. Platão era filho de tradicional família de políticos, recebeu educação com vista na política, porém as alternâncias na forma de poder, o fez manter distancia dos cargos públicos. Platão criou a “Teoria do Governante Filósofo”, que por três vezes na sua vida, sem sucesso, ele tentou persuadir os soberanos de Siracusa em colocar em prática, até ser preso e vendido como escravo para Egina, quando de última hora foi resgatado por seus amigos.
Platão se dedicava à pintura e à poesia, e escreveu textos corais e tragédias para teatro, hoje perdidos, só largando a dramaturgia aos 21 anos para se tornar o mais dedicado discípulo de Sócrates. Duas décadas mais tarde Platão fundou sua academia nos arredores de Atenas, inspirada nas chamadas “Comunidades Pitagóricas”, foi considerada por muitos a primeira universidade, e lecionava Filosofia e Matemática até para as mulheres, o que era na época, um grande avanço, e abrigou durante vinte anos como professor, o Filósofo Aristóteles. Baseado no talento literário para as artes cênicas, Platão originou seu gosto pelo diálogo, o que formou as suas obras escritas em forma de diálogos, onde na maioria deles seu mestre Sócrates aparece como protagonista debatendo diferentes temas, com diferentes interlocutores cujos nomes dão títulos ao diálogo. Como por exemplo, o diálogo de “Teeteto”, o interlocutor de Sócrates é um jovem matemático de nome Teeteto, onde eles discutem a definição da ciência, a natureza do conhecimento, e o papel da percepção sensível na aquisição do saber.
Os diálogos de Platão se dividem em três fases, na primeira fase os diálogos apresentam a filosofia de Sócrates voltada quase sempre à virtude e à ciência, na segunda e terceira fase, Sócrates ainda continua como protagonista, mas acredita-se que ali há as próprias idéias de Platão, e por fim nos chamados “Diálogos da Velhice”, de Platão, percebe-se outra influência, a do Filósofo Aristóteles.
Os trabalhos mais importantes de Platão foram as suas Teorias Políticas, e a Teoria das Idéias ou formas, que ele criou em vários diálogos.
Na Teoria Política, Platão concebe uma Pólis, uma cidade ideal dividida de forma justa, em trabalhador, guardião e governante.
“Cada um desempenha uma única tarefa... aquela para qual é melhor dotado por natureza...”, dizia ele. A educação decidiria as aptidões de cada um, por exemplo, se uma pessoa tivesse uma alma com temperança, seria trabalhador, para uma alma com coragem, seria guardião, e para a alma com razão e sabedoria, seria o governante filósofo, o cargo mais alto e de mais estudos. Os casamentos seriam coletivos, sem casais fixos, apenas para a sobrevivência da cidade, e as crianças filhas da comunidade, criadas pelo Estado, não haveria discriminações ou diferenças, o interesse maior seria sempre o da comunidade.
Já a teoria das idéias ou formas de Platão, é representada em uma alegoria em forma de dialogo, o famoso mito da caverna é uma metáfora sobre a ilusão do mundo sensível, em outra posição do mundo ininteligível.
Imagina-se homens em uma caverna escura onde há somente uma luz projetada de uma fogueira do lado de fora da caverna, e esses homens estão acorrentados, enquanto na entrada aberta à luz, projeta-se o que se passa do lado de fora da caverna. Um dos prisioneiros sai da caverna, sobe em uma montanha e descobre uma imensidão de formas encontradas lá fora, quando volta, conta para os outros sua experiência lá fora, mas ninguém acredita nele. Para Platão, o mundo que nos cerca é a caverna, a luz do fogo que projeta as sombras é a ilusão propiciada pelos sentidos, o prisioneiro fugitivo é o filósofo, e a subida a região superior é a ascensão da alma ao mundo ininteligível ao sol do conhecimento.
Platão acreditava que tudo que existe no mundo sensível existia antes num mundo ininteligível, ideal. Para ele o mundo dos sentidos é uma imitação imperfeita do mundo das idéias, onde a alma já andou antes de fazer parte de um corpo, e esse sim é um mundo perfeito.
Platão morreu aos 81 anos em sua academia e em sua lápide estava escrito:
“Aqui jaz o divino Arístocles, que em prudência a justiça soube exceder a todos os mortais... Se a sabedoria eleva a alguém as alturas... este as conseguiu.”

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