A Revolução Inglesa

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A Revolução Inglesa

Mensagem por Lewis K. em Sab 26 Maio 2012, 23:36

A Revolução Inglesa do século XVII representou a
primeira manifestação de crise do sistema da época moderna,
identificado com o absolutismo. O poder monárquico, severamente
limitado, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e
instaurou-se o regime parlamentarista que permanece até hoje. O processo
que começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução
Gloriosa de 1688.

As duas fazem parte de um mesmo processo
revolucionário, daí a denominação de Revolução Inglesa do século XVII e
não Revoluções Inglesas. Esse movimento revolucionário criou as
condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII,
abrindo espaço para o avanço do capitalismo. Deve ser considerada a
primeira revolução burguesa da história da Europa no qual antecipou em
150 anos a Revolução Francesa.




A Vida Social Antes da Revolução Inglesa

Com
a Dinastia Tudor, a Inglaterra teve muitas conquistas, que serviram de
base para o desenvolvimento econômico do país. Os governos de Henrique
VIII e de sua filha Elisabeth I trouxeram à unificação do país, o
afastamento do Papa além de confiscar os bens da Igreja Católica, e ao
mesmo tempo criar o anglicanismo, e entrar na disputa por colônias com
os espanhóis.
Foram com esses monarcas que também ocorreu à formação
de monopólios comerciais, como a Companhia das Índias Orientais e dos
Mercadores Aventureiros. Isto serviu para impedir a livre concorrência,
embora essa ação tenha sufocado alguns setores da burguesia. Então,
resultou na divisão da burguesia de um lado, os grandes comerciantes que
gostaram da política de monopólio, e de outro a pequena burguesia que
queria a livre concorrência.

Outro problema era a detenção de
privilégios nas mãos das corporações de ofício. Uma outra situação
problemática era na zona rural, com a alta dos produtos agrícolas as
terras foram valorizadas. Isso gerou os cercamentos, isto é, os grandes
proprietários rurais queriam aumentar suas terras expropriando as terras
coletivas, transformando-as em particulares. O resultado foi à expulsão
de camponeses do campo e a criação de grandes propriedades para a
criação de ovelhas e para a produção de lã, condições imprescindíveis
para a Revolução Industrial.
Para não deixar o conflito entre
camponeses e grandes proprietários aumentar o governo tentou impedir os
cercamentos. Claro que com essa ação a nobreza rural, Gentry (a nobreza
progressista rural), e a burguesia mercantil foram fortes oponentes.
Para Entender a Revolução Inglesa

Dinastia Stuart


Esta
dinastia iniciou-se após a morte da rainha Elisabeth I, em 1603 que ao
morrer sem deixar herdeiros, promoveu o início da Dinastia Stuart.
JAIME
I, rei da Escócia (1603-1625). Dissolveu o parlamento várias vezes e
quis implantar uma monarquia absolutista baseada no direito divino,
perseguiu os católicos e seitas menores, sob o pretexto que os mesmos
estavam organizando a Conspiração da Pólvora (eliminar o Rei), em 1605.
Muitos que ficaram descontentes começaram a ir para a América do Norte.
Os atritos entre o Rei e o Parlamento ficaram fortes e intensos,
principalmente depois de 1610. Em 1625, houve a morte de Jaime I e seu
filho Carlos I, assumiu o poder.

CARLOS I, sucessor de Jaime I
(1625- 1648). Tentou continuar uma política absolutista, e estabelecer
novos impostos no qual foi impedido pelo parlamento. Em 1628, com tantas
guerras, o rei viu-se obrigado a convocar o parlamento, este sujeitou o
rei ao juramento da “Petição dos Direitos” (2º Carta Magna inglesa)
garantia a população contra os tributos e detenções ilegais. O
parlamento queria o controle da política financeira e do exército, além
de regularizar a convocação do parlamento. A resposta real foi bem
clara, a dissolução do parlamento que voltaria a ser convocado em 1640. O
rei Carlos I governou sem parlamento, mas ele buscou o apoio da Câmara
Estrelada, uma espécie de tribunal ligado ao Conselho Privado do Rei.
Também tentou impor a religião anglicana aos calvinistas escoceses
(presbiterianos). Isso gerou rebeliões por parte dos escoceses que
invadiram o norte da Inglaterra. Com isso o rei viu-se obrigado a
reabrir o parlamento em abril de 1640 para obter ajuda da burguesia e da
Gentry. Mas o parlamento tinha mais interesse no combate ao
absolutismo. Por isso, foi fechado novamente. Em novembro do mesmo ano
foi convocado de novo. Desta vez ficou como o longo parlamento, que se
manteve até 1653.
A Guerra Civil (1641-1649)

A guerra civil inglesa estendeu-se de 1641 a 1649, dividiu o país e foi um marco importante na Revolução Inglesa.
De um lado havia os cavaleiros, o exército fiel ao rei e apoiado pelos
senhores feudais. Do outro, os cabeças-redondas, visto que não usavam
perucas e estavam ligados a gentry, eram forças que apoiavam o
parlamento. Em 1641, começava a guerra civil o rei teve o apoio dos
aristocratas do oeste e do norte, juntamente com uma parte dos ricos
burgueses, que estavam preocupados com as agitações sociais.

Em
contra partida o exército do parlamento foi comandado por Oliver
Cromwell, formado por camponeses, burgueses de Londres e a gentry. Os
Cabeças Redondas derrotaram os Cavaleiros na Batalha de Naseby em 1645.
Carlos I perdeu a guerra e fugiu para a Escócia, lá ele foi preso e
vendido para o parlamento inglês, este mandou executar o rei. Ao tomar
esta decisão a sociedade representada pelo parlamento rompia com a idéia
da origem divina do rei e de sua incontestável autoridade. Assim, a
guerra civil fomentou novas idéias lançando as bases políticas do mundo
contemporâneo.
A Revolução Puritana (1649-1658)

O governo
de Oliver Cromwell atendia os interesses burgueses. Quando começou a
haver rebeliões na Escócia e na Irlanda, ele as reprimiu com
brutalidade. Oliver procurou eliminar a reação monarquista. Fez uma
“limpeza” no exército. Executou os líderes escavadores (estes eram
trabalhadores rurais



que queriam tomar terras do estado, nobreza e clero). Com tantas
execuções os menos favorecidos ficaram a “mercê da sorte” e acabaram por
entrar em movimentos religiosos radicais.

Uma medida para
combater os holandeses e fortalecer o comércio foi os Atos de Navegação.
Essa lei resumia-se no seguinte: o comércio com a Inglaterra só poderia
ser feito por navios ingleses ou dos países que faziam negócios com a
Inglaterra.

Em 1653, Oliver autonomeou-se Lorde Protetor da
República, seus poderes eram tão absolutos quanto de um rei. Mas ele
recusou-se a usar uma coroa. Embora na prática agisse como um soberano.
Com apoio dos militares e burgueses, impôs a ditadura puritana,
governando com rigidez e intolerância, e com idéias puritanas. Ele
morreu em 1658 e seu filho Richard Cromwell assumiu o poder. Mas este
logo foi deposto em 1659.




A Volta dos Stuart e a Revolução Gloriosa (1660 -1688)

Carlos
II, (1660 – 1685) da família Stuart, é proclamado rei da Inglaterra com
poderes limitados. Por isso ele estreitou ligações com o rei francês
Luis XIV, isto logo manchou sua reputação com o parlamento. Carlos II
baixou novos Atos de Navegação favoráveis ao comércio inglês.
Envolveu-se na guerra contra a Holanda. Em 1673, o parlamento aprovou a
lei do teste: todo o funcionário público deveria professar o
anticatolicismo. Com essas atitudes o parlamento ficou dividido em dois
grupos: os whigs, que eram contra o rei e favoráveis às mudanças
revolucionárias além de serem ligados a burguesia, e os tories que eram
defensores feudais e ligados à antiga aristocracia feudal.

Jaime
II (1685 – 1688) com a morte de Carlos II, seu irmão Jaime II assume o
governo. Este tomou medidas drásticas, quis restaurar o absolutismo, o
catolicismo, também punia os revoltosos com a negação do hábeas corpus,
proteção a prisão sem motivo legal, o parlamento não tolerou esse
comportamento e convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e esposa de
Guilherme de Orange, para ser a rainha, com isso o rei foge para a
França e Maria Stuart e seu esposo tornaram-se monarcas ingleses. Este
assinou a Declaração dos Direitos (o rei não podia cancelar as leis
parlamentares; o reino poderia ser entregue a quem o parlamento
quisesse, após a morte do rei; inspetores controlariam as contas reais;
e o rei não deveria manter um exército em épocas de paz), o qual
concedia amplos poderes ao Parlamento. Esta foi à Revolução Gloriosa.

por: Prof. Anderson Pereira

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/6500/1/A-Revolucao-Inglesa/Paacutegina1.html
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