O Regime Totalitarista

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O Regime Totalitarista

Mensagem por Lewis K. em Sab 09 Out 2010, 16:10

De forma bastante simples, pode -se definir Totalitarismo como um regime no qual um único indivíduo domina todo o Estado, tomando para si todos os tipos de poderes existentes. O totalitarismo foi algo presente no contexto do pós-Guerra, tendo como suas expressões máximas o Nazismo de Adolf Hitler, na Alemanha; o Fascismo de Mussolini, na Itália; e o Stalinismo de Josef Stalin, na União Soviética.

A principal característica de um regime totalitarista é a eliminação de toda e qualquer oposição política. Desta forma, para os totalitaristas, a existência de múltiplas organizações partidárias prejudicaria o empenho de toda a nação em direção a um único caminho. Por isso, há a adoção de um sistema unipartidário.

No contexto econômico, a intervenção do Estado é algo de fácil conclusão. Nesse sentido, o governo procurava se enriquecer mais e mais, colocando o fator Mercado em segundo plano. Assim, o Estado assumia o controle de todos os bens e fontes de recursos existentes por meio da administração de empresas estatais. Podemos destacar também, a ênfase dada pelos regimes totalitaristas na indústria de base, bélica e de tecnologia, setores estratégicos em casos de uma guerra, por exemplo.

Outra característica marcante do Totalitarismo é a existência de uma política de intolerância a quaisquer manifestações contrárias às suas formas de atuar. Desta forma, muitos cidadãos eram presos, torturados, exilados ou até mesmo mortos por causa de suas ideologias políticas contrárias ao regime instalado.

Os regimes totalitaristas utilizavam a propaganda como principal instrumento de domínio ideológico da população. Assim, utilizavam a história da nação e as imagens de heróis nacionais para despertar na população um sentimento de patriotismo e orgulho.

É importante ressaltar que cada regime totalitarista teve certas características peculiares. Além disso, pode -se afirmar que, embora o Totalitarismo seja algo difícil de ser aceito no mundo atual, predominantemente democrático, é possível localizarmos traços do regime em políticas adotadas por muitos países.


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Lewis K.

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CULPANDO A VITÍMA

Mensagem por VANDERRR em Qua 17 Nov 2010, 14:50

Muitas religiões castigam as pessoas por não acreditar. Entretanto, crença exige fé e pessoas como os ateus são incapazes de ter fé. Suas mentes requerem evidências. Assim, devemos punir os ateus por não acreditarem que “Deus” não é uma coisa evidente? Tal como um bando de bispos resolve benzer toda a Europa, como se o continente fosse uma feitoria do Vaticano, assim os crentes se julgam com direito a circular no espaço que os ateus criaram para defender o direito à blasfêmia e à apostasia, duas atitudes com uma dimensão ética incomparavelmente superior à humilhação dos que se ajoelham ou circulam rastejando em torno de ídolos que criaram para que os parasitas da fé vivam na ociosidade e no fausto. Esta gente é para ser levada a sério? Perguntem a clérigos de todas as religiões que castigo pensam que a falta de Fé merece e, depois, reflitam sobre a crueldade de que são capazes para impedir um direito inalienável. Os ateus, perante as evidências, mudam de opinião; os crentes mudam os fatos. Nunca um ateu ameaçaria alguém dos sofrimentos a que a morte o condenaria se não fosse ateu e, muito menos, lhe ocorreria ditar a pena de morte por heresia a quem, por fraqueza, virasse crente. Acontece que a heresia e a apostasia são, para as religiões, dos mais graves pecados que um crente pode cometer sendo a morte a justa punição. No primeiro caso trata-se de mera diferença de opinião e, no segundo, de mudança de posição. Só a intolerância da fé é capaz de aplicar a pena ou, à míngua do braço secular, ameaçar com o Inferno. Fato uma nova forma de totalitarismo e que este novo totalitarismo está «insidiosamente escondido atrás da aparência de democracia». Porque o totalitarismo é o poder de uma doutrina, de uma ideologia, de uma «verdade» e todo o totalitarismo é intolerante: porque a verdade não se discute, não se vota e nada tem que ver com as preferências ou opiniões dos indivíduos. Assim, as religiões são totalitárias e, contrariamente ao que apregoam, não aceitam nem respeitam quem não partilhar as suas crenças ou, pelo menos, consentir em deixar-se reger por elas, já que todas as religiões consideram o seu como o caminho único e inquestionável. Consequentemente a intolerância é indissociável das religiões em geral e do cristianismo em particular, detentoras da verdade absoluta revelada e para as quais é uma missão divina obrigar todos aqueles que não estejam em sintonia com os seus ideais a tornarem-se submissos a estes. Qualquer crítica nossa à religião ou seus representantes é assim considerada como intolerância, mas estes representantes nem pestanejam ao afirmar que quem não aceita a sua verdade absoluta é obviamente um imoral servo do Mal ou ao considerar indispensáveis pregações constantes contra os perigos do ateísmo. Para que o fim desta história não seja o retorno da história, isto é, da militância religiosa das guerras «santas» com o fim de arrasar e «salgar» o que consideram as ideologias do mal recordemos o paradoxo da tolerância de Karl Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico. É considerado por muitos como o filósofo mais influente do século XX a tematizar a ciência. Foi também um filósofo social e político de estatura considerável, um grande defensor da democracia liberal e um oponente implacável do totalitarismo.: «Se formos de uma tolerância absoluta, mesmo com os intolerantes, e não defendermos a sociedade tolerante contra os seus assaltos, os tolerantes serão aniquilados e com eles a tolerância.».E, sobretudo, queremos recordar aos crentes que não existe tolerância quando nada se tem a perder, e, menos ainda, quando tudo se tem a ganhar nada fazendo, permitindo a manutenção de um status quo injusto e intolerante. A blasfêmia é um crime de ofensas pessoais e só o próprio (Deus, Jesus, Maomé ou outro espécime do mesmo bando) tem legitimidade para propor a ação nos tribunais. A religião é uma maldição em permanente luta contra a liberdade. Se permitirmos que as Religiões se aproprie do aparelho do Estado ou que exerça aí a sua influência deletéria, é a liberdade, a democracia e os direitos humanos que ficam em causa. O cadáver de um Deus não pode asfixiar os direitos, liberdades e garantias que os Estados laicos têm obrigação de garantir aos cidadãos. A blasfêmia era um crime medieval que julgávamos erradicados. Mas os mandatos TOTALITÁRIOS que começam com a REVELAÇÃO DA AUTORIDADE ABSOLUTA e que são aplicados por intermédio do medo - e baseados em um pecado que foi cometido há muito tempo -,são acrescentadas regulamentações que freqüentemente são ao mesmo tempo imorais e impossíveis.O PRINCÍPIO ESSENCIAL DO TOTALITARISMO É PRODUZIR LEIS QUE SÃO IMPOSSÍVEIS DE OBEDECER.A Tirania resultante é ainda mais impressionante se puder ser conduzida por uma casta ou um grupo privilegiado que seja altamente zeloso na identificação do erro.A maioria da humanidade,ao longo da história,viveu sob alguma forma dessa ditadura ignorante,e uma grande parcela dela ainda vive.O mandamento do Sinai que proíbe as pessoas até mesmo de pensar em cobiçar bens é a primeira pista.Ele é repetido no NT pela injunção que determina que um homem que olha para uma mulher da forma errada na verdade já cometeu adultério.E é quase igualado pela atual proibição muçulmana e antiga proibição cristã de emprestar dinheiro a juros.Tudo isso, de formas diferentes,tenta colocar restrições impossíveis à iniciativa humana.A primeira é por um contínuo tormento e mortificação da carne,acompanhados por uma luta incessante contra pensamentos "impuros" que tornam reais assim que são idenficados,ou mesmo imaginados.Isso produz histéricas confissões de culpa, falsas promessas de melhoria e estridentes e violentas denúncias contra outros apóstatas e pecadores:UM ESTADO POLICIAL ESPIRITUAL.Poderíamos chamar isso de república de bananas espiritual.Muitas TEOCRACIAS, da Roma medieval à moderna Arábia Saudita wahabita, conseguiram ser Estados policiais espirituais e repúblicas de bananas espirituais ao mesmo tempo.A ordem de "amar o próximo" é suave, e ainda assim dura: lembrança da obrigação para com os outros.A ordem de "amar o próximo como a si mesmo" é extrema demais e difícil de ser obedecida,assim como a instrução difícil de interpretar de amar os outros "como eu vos amei.".Humanos não são constituídos de modo a se preocuparem com os outros tanto quanto consigo mesmos:isso simplesmente não pode ser feito [como qualquer "criador" inteligente compreenderia bem estudando seu próprio projeto].CONCLAMAR HUMANOS A SER SOBRE-HUMANOS, SOB PENA DE MORTE E TORTURA, É CONCLAMAR A UMA TERRÍVEL HUMILHAÇÃO COM O REPETIDO E INEVITÁVEL FRACASSO EM SEGUIR AS REGRAS.

VANDERRR
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